Dantas, o imperador do Brasil, terceiriza o subsolo do País


 
Terra Livre - movimento popular do campo e da cidade
www.terralivre.org | secretarial@terralivre.org | Fone/Fax: (62) 3093 7572

(c) Copyleft: É livre a reprodução para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

ESPECIAIS
ESPECIAL: Goiás na Luta!

CONEXÕES
 
Secretaria Nacional

www.terralivre.org
secretaria@terralivre.org

Fone/Fax: (62) 3093 7572


E-mail - Autenticação

Por Henrque Acker*
03-08-2009

O senhor Daniel Dantas é desses tipos predadores que mal acabam de almoçar e já estão pensando na janta. Seus negócios variam, desde que estejam sempre bem articulados e pendurados nas estruturas de poder que lhes dêem suporte.

Depois de ser flagrado na Operação Satihagraha em inúmeras falcatruas (já foi condenado a uma pena de 10 anos de prisão em processo de corrupção ativa e tornou-se réu sob as acusações de crimes de quadrilha e organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, evasão de divisas e lavagem de dinheiro), Dantas agora é o mais novo “minerador”  virtual do País.

O grande empreendedor, que surgiu no cenário nacional ao formar o consórcio Opportunity e abocanhar parcela da telefonia fixa no processo de privatização do governo FHC, é também dono da empresa Global Mine Exploration (GME4) que lida com minérios em 14 estados da Federação. Concorrente de Eike Batista, cujo papai (Eliezer Batista) foi ministro das Minas e Energia na ditadura militar, mapeou e entregou tudo de bandeja ao filhinho, Dantas é mais original em suas operações.

Sua empresa não extrai sequer um punhado de minério, não usa maquinário pesado, não desmata e não polui. É o que os analistas chamariam de uma empresa “limpa”, ecologicamente correta. Simplesmente consegue licenças do Departamento Nacional de Produção Mineral (órgão do Ministério das Minas e Energia), localiza as áreas onde existem minérios nobres (ouro, minério de ferro, zinco, alumínio, manganês cobre, fosfato, cassiterita, níquel e até diamante) e repassa a prospecção para outras empresas, inclusive multinacionais. A GME4 já obteve 1.381 autorizações de pesquisa do Governo.

Trata-se da modalidade TERCEIRIZAÇÃO DO PAÍS, com o agravante que o negócio é realizado com apoio e aval do Governo e que o minério extraído de subsolo nacional é riqueza que não será reposta. Nada mal para quem responde por diversos crimes de tamanha gravidade e mantém relações íntimas com o poder desde o governo FHC até o governo Lula.


*Henrique Acker é Jornalista e Radialista (RJ).