JORNADA DE LUTAS DE 13 A 16 DE OUTUBRO
MOBILIZAÇÃO MUNDIAL EM DEFESA DA BOA ALIMENTAÇÃO, CONTRA AS TRANSNACIONAIS E EM DEFESA DA REFORMA AGRARIA, JÁ.

Movimentos do Fórum Estadual de Reforma Agrária e Justiça no Campo de Goiás realizam jornada unificada.
 
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Goiânia, 13 de outubro – Iniciou-se às 5:40h da manhã a Jornada de Lutas dos movimentos que compõem o Fórum Estadual de Reforma Agrária e Justiça no Campo de Goiás, que ocuparam a sede do INCRA, como parte de uma mobilização nacional pela atualização dos índices de produtividade da Terra. Até agora, devido aos ataques da bancada ruralista no Congresso Nacional, o Governo tem engavetado o Projeto. O compromisso com os movimentos sociais foi firmado em agosto, mas até agora só ficou na promessa.

Os movimentos cobram também o cumprimento das suas pautas de reivindicações negociadas desse o inicio de 2009, que até agora também não foram atendidas. Para se ter uma idéia, da meta anunciada pela Superintendência Regional do INCRA de assentar 2000 famílias, apenas 604 famílias foram pré-assentadas,sendo que há cerca de 10.000 famílias no estado esperando para serem assentadas.

Os movimentos pedem uma mudança de postura do superintendente, que vem notificando as lideranças numa evidente tentativa de criminalizar os movimentos sociais. Cobram também uma atitude propositiva por parte do INCRA,em resposta aos ataques que os defensores do latifúndio vem fazendo aos movimentos sociais, responsabilizando os assentamentos de reforma agrária pelo desmatamento do Cerrado, quando os assentamentos são responsáveis apenas por 2% do território goiano. Com isso as licenças ambientais estão travadas e não tem como desenvolver os assentamentos.
Às 14:00 h aconteceu na CPT (Comissão Pastoral da Terra) uma reunião da direção do Fórum para discutir a elaboração de um documento dirigido ao Presidente da República, o Governador do estado, aos deputados da bancada parlamentar e ao diretório  estadual,  à bancada federal, ao Diretório Nacional do PT, ao INCRA nacional e regional. O Fórum exige que a bancada federal e estadual assim como os diretórios do PT se posicionem sobre a gestão da superintendência regional do INCRA,e ao não andamento da reforma agrária no estado. Há uma unanimidade entre os movimentos sociais sobre a necessidade do atual superintendente do INCRA sair, pois tem se revelado um grande incompetente, Porém, os movimentos reconhecem que a base que o apóia é muito forte e que ele não cairá facilmente. Daí a necessidade de uma articulação maior para cumprir essa tarefa que dependerá de um engajamento dos parlamentares do PT no estado.
  
A reunião aprovou que o fórum terá uma reunião com o superintendente regional do INCRA, e que nessa reunião, às 19:00 h do dia 13 de outubro na CPT, serão tratadas apenas as questões gerais que envolvem todos os movimentos. Durante os outros dias cada movimento terá um momento para fazer suas reivindicações em particular. Tirou-se que no dia 14 de outubro, pela manhã, serão atendidos o MVTC e depois TERRA LIVRE. Na parte da tarde será recebido o MLST. No dia 15 pela manhã será recebido o MST e, à tarde, a FETAEG. Na sexta pela manhã será recebido a FETRAF e depois o MBTR.

Ficou decidido que Zelito, do TERRA LIVRE, Rosana, do MST e Sandra, da FETAEG, ficaram responsáveis por atender a impressa .

Em continuidade da jornada de lutas, no dia 14 de outubro, às 9:00 h da manhã, um grupo de 150 militantes e as direções iram até a SEAGRO (Secretaria de Agricultura do Estado de Goiás) para cobrar do secretário da agricultura uma posição acerca da volta da EMATER-GO (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Goiás). Para os movimentos sociais a Emater tem que ser direcionada única e exclusivamente para agricultura familiar e camponesa. A tarde a coordenação voltará a se reunir para decidir as ações que serão feitas no dia 15 de outubro.


SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO DO TERRA LIVRE
COORDENAÇÃO ESTADUAL