Honduras
Quase três meses após o golpe, Zelaya volta a Honduras
e é abrigado pela Embaixada brasileira

 
Terra Livre - movimento popular do campo e da cidade
www.terralivre.org | secretarial@terralivre.org | Fone/Fax: (62) 3093 7572

(c) Copyleft: É livre a reprodução para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

ESPECIAIS
ESPECIAL: Goiás na Luta!

CONEXÕES
 
Secretaria Nacional

www.terralivre.org
secretaria@terralivre.org

Fone/Fax: (62) 3093 7572


E-mail - Autenticação

Informação foi confirmada pelo Departamento de Estado estadunidense e pela própria Embaixada do Brasil em Tegucigalpa. Governo golpista, porém, nega retorno

BRASIL DE FATO - 21-09-2009
Opera Mundi

       Quase três meses após ser deposto e expulso de Honduras, o presidente constitucional, Manuel Zelaya, está de volta ao país. Em entrevista à rede de tevê venezuelana Telesur, primeiro veículo a dar a notícia, Zelaya contou que “transpôs diversos obstáculos” durante quatro dias e conseguiu chegar a Tegucigalpa na segunda-feira (21) pela manhã.

       O governo golpista de Roberto Micheletti negou a presença de Zelaya, mas a informação foi confirmada pelo porta-voz do Departamento de Estado estadunidense, Ian Kelly, pelos presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e da Guatemala, Alvaro Colom, e pela Embaixada Brasileira em Tegucigalpa, onde Zelaya está abrigado.

       Consultada pelo Opera Mundi, a assessoria do Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que ficou sabendo da volta de Zelaya a Honduras pelas agências de notícias e que não tinha conhecimento até então de que o Brasil seria mediador da crise. O chanceler brasileiro, Celso Amorim, vai se pronunciar sobre o assunto em uma coletiva de imprensa em Nova York ainda nesta tarde.

       “Com uma estratégia pacífica para não provocar a violência, conseguimos chegar”, afirmou o presidente. Logo após a notícia, centenas de pessoas foram às ruas celebrar a volta de Zelaya. Os partidários se concentraram em frente à sede da ONU (Organização das Nações Unidas), onde Zelaya estaria, segundo relatos preliminares. Mas após a confirmação de que ele estava na representação diplomática brasileira, eles partiram para lá. Houve confrontos com a polícia, que reprimiu manifestantes, segundo relato da Telesur.

       Micheletti negou a volta de Zelaya e disse a jornalistas que o presidente "está tranquilo em uma suíte de um hotel da Nicarágua". Além disso, um porta-voz das Forças Armadas de Honduras afirmou hoje que era falso que Zelaya estivesse de volta ao país, como afirmou sua vice-chanceler, Beatriz Valle.

       Pouco antes, a chanceler de Zelaya, Patrícia Rodas, disse que o presidente deposto esperaria na sede da ONU para se reunir com os representantes do governo golpista com a intenção de negociar uma saída para a crise política que se instalou no país desde o golpe de Estado, em 28 de junho.